Com a direção de Peter Cohen o filme “Arquitetura da destruição” foi lançado na Suécia em 1992, após o aniversário de doze anos do regime nazista e seu fim a quarenta e sete anos atrás. O filme consiste em analisar a relação entre o modo de pensamento arquitetônico e artístico de Hitler e o modo como o nazismo surgiu, dominou a Alemanha, chegou ao ápice de seu domínio de poder e imposições e em seguida recaiu, declinou, desabou juntamente com os milhares de deficientes, doentes mentais, judeus, negros, homossexuais e não pertencentes da raça perfeita, a raça ariana, que foram exterminados nos mais de vinte mil campos de concentração, extermínio, choros, gás e pijamas listrados de branco e azul. Extermínios em massa, justificados para cada família em luto por médicos especializados no aspecto de dar razões para a morte ‘acidental’ de civis comuns, diversificados, que por azar foram considerados de raça impura, os não arianos.
O filme mostra a obsessão de Hitler pela arte clássica e neoclássica que somente retratava o perfeito, o belo, o simétrico, ou seja, a raça pura que a Alemanha perfeita de Hitler deveria ter, deveriam somente existir habitantes da raça pura, já que os “impuros” faziam com que a sociedade alemã fosse imperfeita. Isso fazia com que Hitler não fosse somente um grande crítico de arte, mas um grandioso crítico da arte de viver ou morrer, ser um indivíduo de uma nação perfeita ou ser um indivíduo dentro de milhões registradamente assassinados ou não. Depois do tratado de paz com a União Soviética, a Alemanha inicia a segunda guerra mundial com a invasão de países do oeste-europeu, para que pudessem ser dominados e anexados a Alemanha, aumentando o seu perímetro e seu poder, tanto econômico e político quanto de seu poder artístico de perfeição arquitetônica, artística e populacional. Hitler, a cada território anexado à Alemanha, tinha sempre em mãos um projeto arquitetônico novo para tornar o local dominado mais encaixado no critério que a raça ariana exigia. Perfeição.
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